Aprenda mais sobre a catapora

A catapora é uma virose benigna, altamente contagiosa, muito comum na infância, causada pelo vírus varicela-zóster. Segundo o a Sociedade Brasileira de Dermatologia, 90% dos adultos são imunes à varicela, pois já a contraíram em alguma fase da vida. Crianças costumam contrair a doença na época do inverno, pois é quando a concentração em ambientes fechados aumenta.

Sintomas
A catapora é caracterizada, principalmente, pelo aparecimento de várias pequenas lesões no corpo. Elas aparecerem como manchinhas vermelhas que logo se transformam em bolhas cheias de líquido. Essas bolhinhas estouram e formam uma casquinha até sarar. Além disso, é comum sentir febre, falta de apetite e mal-estar. Deve-se evitar coçar as lesões para não causar infecções secundárias e cicatrizes. Normalmente o processo da doença demora entre uma e duas semanas.
Não há tratamento especifico para a catapora, apenas remédios para aliviar os sintomas. A recuperação completa ocorre de sete a dez dias depois do aparecimento dos sintomas. Caso você ou algum conhecido esteja com a doença, procure auxílio médico.

Autoexame de Mamas

Faça o autoexame sempre entre 7-10 dias após a menstruação, pois a mama estará menos túrgida e menos sensível. Se você não menstrua mais, escolha um período no mês e procure por nódulos (caroços), secreções ou colorações estranhas.

O autoexame é muito importante para que você conheça suas mamas, assim se aparecer algo de diferente logo será identificado. Mas não entre em pânico! Procure seu médico e relate o que encontrou. Pode ser um simples nódulo de gordura.

Tire suas dúvidas com seu médico e não deixe de prestar atenção ao seu corpo.

Fonte: Dr Fernando Pontes 

Dez dicas para amenizar as dores da cólica menstrual

Como se não bastasse o incômodo e a irritação durante a TPM (Tensão Pré-Menstrual), algumas mulheres sofrem com cólicas durante o ciclo menstrual. Nesse período, a mulher pode sentir dores pélvicas, no baixo ventre. Se a dor for muito forte ou persistir após o final da menstruação, as causas devem ser investigadas pelo médico. Cerca de 50% das mulheres podem sentir cólica menstrual em algum momento da sua vida, e as dores podem ser de fraca a forte intensidade, interferindo negativamente na qualidade de vida.

Segundo a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, a cólica menstrual é uma dor aguda que vai e volta. Quando é muito forte, pode estar associada a outros sintomas como náuseas, vômitos e dor de cabeça.

— A dor é causada pela produção de prostaglandina, um hormônio responsável pela contração do útero nessa fase. Em algumas mulheres esse processo de contração é mais intenso e o fluxo menstrual maior — explica.

A cólica menstrual pode ser primária ou secundária. No primeiro caso, o mais comum, trata-se apenas de uma condição normal do ciclo menstrual, produzida pelas prostaglandinas. Já a secundária ocorre devido a alguma patologia como miomas uterinos, alterações no ovário, cistos, infecção pélvica, endometriose, uso do DIU (dispositivo intrauterino) e pólipos, entre outras doenças que podem afetar o sistema reprodutivo.

Geralmente, quando as cólicas são mais intensas, provocam outros males. Na maioria dos casos, a dor pode estimular o enjoo e a diarréia porque o trânsito intestinal aumenta.

— Quando esses sintomas se tornam constantes é preciso ser feita uma avaliação médica mais precisa, pois a dor forte pode significar outras doenças, principalmente, a endometriose — alerta a ginecologista.

Sinal de alerta para a endometriose

A mulher deve ficar atenta à intensidade da cólica menstrual, principalmente, as adolescentes, já que as dores costumam incomodar mais entre 17 e 34 anos.

— Trata-se de uma doença que pode ocorrer em qualquer momento da fase fértil, da primeira até a última menstruação. Algumas mulheres só descobrem que tem a doença quando tentam engravidar e não conseguem. Por isso, é importante consultar o ginecologista sempre que sentir fortes dores no baixo ventre — avisa a ginecologista.

Veja dicas de como minimizar as dores causadas pelas cólicas:

1 – Descanse
Durante o período de menstruação, é natural sentir-se cansada e sem ânimo. E com dor fica ainda mais difícil ir trabalhar ou se divertir. A recomendação é relaxar e descansar. Procure deitar com a barriga para baixo, apoiada em um travesseiro, comprimindo-a. Isso já ameniza as dores e pode garantir uma boa noite de sono nos dias de cólica menstrual.

2 – Faça exercícios físicos
Aposte em atividades como alongamento, ioga, caminhada ou andar de bicicleta. Feitos de forma regular e moderada, os exercícios liberam endorfina que tem a capacidade de diminuir a dor.

3 – Abuse de alimentos certos
Na lista, estão: soja, banana, beterraba, aveia, tofu, couve, abobrinha, salmão, atum e castanha-do-pará. Eles servem como relaxantes musculares e têm poder anti-inflamatório natural.

4 – Esqueça os alimentos gordurosos
Evite comer frituras, hambúrgueres ou alimentos ricos em gorduras, pois aumentam a produção de hormônios que causam contração no útero. Evite alimentos embutidos e bebidas com cafeína, por exemplo, café, chá preto e refrigerante.

5 – Fuja do estresse
Situações estressantes podem deixar a mulher mais irritada e sem paciência aumentando a intensidade da dor. Por isso, procure ficar relaxada e evite situações que podem causar estresse.

6 – Chás são aliados
Beba chá de canela, pois a canela age como analgésico amenizando a cólica. Além dele, os chás de hortelã e erva cidreira com propriedades calmantes também contribuem para o bem-estar.

7 – Use bolsa de água quente
A bolsa de água quente pode ser uma forte aliada. O calor emitido estimula a irrigação, relaxando a musculatura e amenizando o impacto das contrações do útero.

8 – Aposte em massagens
Movimentos suaves no abdômen e nos pés podem amenizar a cólica. Alivia a tensão muscular, melhora a circulação sanguínea e, consequentemente, diminui a dor. Comprimir essa região também pode ser uma forma de massagem.

9 – Acupuntura
As agulhas aplicadas em pontos estratégicos, entre eles, a região abdominal e lombar, podem auxiliar na liberação de endorfina e reduzir o incômodo causado pela dor abdominal.

10 – Quando optar pelos medicamentos
Pode parecer um sintoma simples, mas só um médico pode recomendar o melhor medicamento para diminuir a cólica menstrual. De acordo com a médica, algumas mulheres recorrem ao analgésico, mas por ser uma inflamação que provoca contrações no útero, os anti-inflamatórios e antiespasmódicos são mais indicados para combater a cólica menstrual. A mulher deve ser avaliada periodicamente pelo seu ginecologista para descartar doenças graves que podem se manifestar com dores do tipo cólica. Apesar de muitas vezes ser intensa, a cólica pode ser tratada e praticamente passar despercebida, sem prejudicar a rotina da mulher.

 

Fonte: Doutora Erica Mantelli 

Nariz, ouvidos e garganta são tratados pelo otorrinolaringologista

Como primeira contribuição para este portal, gostaria de começar apresentando a minha especialidade: a Otorrinolaringologia. Trata-se do ramo da medicina que cuida do nariz, dos seios da face, dos ouvidos e da garganta. Esta última (garganta) corresponde, na verdade, a dois órgãos: a faringe e a laringe.3

Se fôssemos ser mais detalhistas, portanto, o nome completo da especialidade deveria ser “Otorrinosinusofaringolaringologia”. Mas aí nenhum paciente nos procuraria porque ninguém saberia repetir esse nome na hora de marcar a consulta, tampouco caberia em nossos carimbos médicos. Então, vamos deixar otorrinolaringologia mesmo.

Nos países de língua inglesa o otorrinolaringologista é até mais conhecido como ENT Doctor (ENT sendo a sigla para Ear, Nose and Throat, ou seja, o médico de ouvido, nariz e garganta), o que facilita o entendimento do público.

Para se ter uma amostra disso, basta ficarmos resfriados: o nariz começa a escorrer, os ouvidos ficam tampados, a garganta dói. Logo percebemos que “é tudo uma coisa só”, ou, pelo menos, muito relacionado.

Isso ocorre porque, realmente, existe uma comunicação direta entre esses órgãos mas, principalmente, porque a mucosa que os reveste por dentro é muito parecida, quase que um contínuo.

Desse jeito, é muito comum que uma inflamação do nariz se prolongue pela mucosa dos seios da face, da faringe, da laringe e até para a orelha média. O mesmo não ocorre com tanta facilidade na transição entre a laringe e a traqueia (e dali para os brônquios e pulmões), muito menos entre a faringe e o esôfago.

Embora sejam estruturas contíguas, as características da mucosa já apresentam diferenças maiores, o que ajuda a conter uma eventual inflamação. Isso explica porque os resfriados não evoluem para pneumonias com muita frequência ou porque uma faringite não acaba em esofagite.

Mais do que cuidar de inflamações – as famosas rinites, sinusites, faringites e otites; que serão objeto de outros artigos – a otorrinolaringologia cuida de algumas das funções e sentidos do corpo humano mais importantes para uma vida saudável: o olfato, a fala, a respiração, a audição e o equilíbrio. Garantir o bom funcionamento dessas cinco funções resume com propriedade o principal objetivo da otorrinolaringologia.

Como acontece com quase todas as funções de nosso corpo, e com muitas coisas em nossa vida de forma geral, só damos valor a elas quando a perdemos ou deixam de funcionar corretamente. Só percebemos a importância de respirar bem pelo nariz, por exemplo, quando ele vive entupido (há uma máxima em otorrinolaringologia que diz “Só é feliz quem respira pelo nariz”). A audição é outro bom exemplo. Ela, talvez, seja até mais importante que a visão para a socialização do indivíduo, mas damos pouca importância para sua preservação (voltarei a falar sobre o tema futuramente).

Por fim, cabe ressaltar que, em Medicina, tão importante quanto tratar doenças é prevení-las. E na Otorrinolaringologia, isso não é diferente. Essa é uma especialidade fértil em medidas simples que podem dar mais saúde ao seu nariz, ouvidos e garganta. Mas também é uma área cheia de mitos e conceitos populares sem fundamentos científicos. A prevenção também terá um espaço de destaque em nossos artigos. Até a próxima!

 

Fonte: Minha Vida