Dicas para evitar a Infecção Urinária

Infecção urinária é mais comum do que você imagina. Você já sentiu aquela dorzinha chata acompanhada de ardência ao ir ao banheiro? Isso pode ser sinal da doença que atinge mais de 50% das mulheres. O problema consiste na presença de bactérias que entram pela uretra e chegam até a bexiga, causando infecção.

Segundo a Dra. Erica Mantelli, ginecologista e obstetra pós-graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP), as mulheres são as maiores vítimas da infecção urinária por causa do seu organismo. “As mulheres possuem uma uretra mais curta em média de três a quatro centímetros e também está localizada próxima ao ânus, por conta disso, as mulheres têm maior probabilidade de desenvolver infecções depois da atividade sexual ou ao usar diafragma”, afirma.

Algumas situações podem aumentar as chances da mulher ter uma infecção urinária como, diabetes, gravidez, retenção urinária, falta de higiene, obstipação intestinal, relação sexual sem preservativo, entre outros. “Uma flora vaginal, com pH ácido, protege a região de bactérias, porém, se há algum desequilíbrio, a mulher fica susceptível a doenças ginecológicas, corrimentos e infecção urinária”, alerta a ginecologista.

Para dar um fim às bactérias que causam todo esse prejuízo, é necessário o uso de antibióticos, porém sempre com orientação médica. “É importante procurar um médico para realizar exames e verificar qual é a bactéria responsável pela infecção. Uma vez medicada, os sintomas desaparecem em cerca de dois dias”, descreve a Dra. Erica Mantelli. Se a infecção voltar, a mulher deve consultar um especialista para que seja avaliado o funcionamento do aparelho urinário da paciente.

Alguns hábitos podem afastar a doença, a ginecologista e obstetra Erica Mantelli listou as principais recomendações quando o assunto é prevenir a infecção urinária.

Banhos e higiene

Durante o período menstrual, é importante trocar o absorvente a cada 4 horas. Durante o banho, não utilize nenhum produto que contenha perfumes na área genital e evite os óleos de banho.

Roupas

Evite usar calças muito apertadas, use calcinha de algodão e troque-as pelo menos, uma vez por dia.

Relação Sexual

Esvaziar a bexiga o quanto antes depois da relação sexual para evitar a proliferação de bactérias.

Alimentação

Beba bastante líquido, de dois a quatro litros por dia, consuma sucos naturais e evite tomar álcool ou cafeína em excesso, esses líquidos podem irritar a bexiga.

Fonte: Doutora Erica Mantelli 

Importância do exame de Papanicolaou

O exame é preventivo e pode detectar a presença de células anômalas antes mesmo de os primeiros sintomas aparecerem.

Muitas mulheres têm medo de ir ao ginecologista, mas mal sabem que esse médico deve ser o seu melhor amigo. Afinal, com saúde não se brinca e, quando falamos de relações sexuais e doenças relacionadas, todo cuidado é pouco. Um dos exames mais temidos da ginecologia é o Papanicolaou. Apesar dos temores, esse exame é super simples e precisa mesmo ser feito. Para esclarecer as dúvidas, conversamos com o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli. Confira!

 

O que é o Papanicolaou?

O Papanicolaou é um exame que pode ser feito durante uma consulta comum ao ginecologista. “Ele permite, através da análise microscópica de uma amostragem de células coletadas do colo do útero, detectar células anormais pré-malignas  ou cancerosas”, afirma o Dr. Sua simplicidade não exclui sua importância, visto que é um dos exames mais eficazes quando se fala  de prevenção da saúde da mulher. Afinal, ele pode rastrear o câncer de colo do útero, que pode levar até dez anos para se desenvolver e é a segundo neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres do mundo.

O que mais ele pode detectar?

O tumor em fase inicial não apresenta sintomas, por isso é fundamental que a mulher realize o exame. Por isso dizemos que o Papanicolaou é um exame preventivo: ele visa detectar as alterações celulares antes mesmo de os sintomas aparecerem. Além disso, a realização desse exame pode ajudar a descobrir a existência de outros males que colocam a saúde da mulher em risco e precisam ser tratados como: infecções vaginais (Tricomoníase, Candidíase etc) e outras sexualmente transmissíveis (Sífilis, Gonorreia, Condilomatose, Clamídia etc).

Quem deve fazer o exame e com qual frequência?

Após o início da vida sexual, todas as mulheres devem realizar o exame de Papanicolau pelo menos uma vez por ano. Os exames devem seguir até os 64 anos e podem ser interrompidos quando, após essa idade, as mulheres tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Para mulheres com mais de 64 anos e que nunca realizaram o exame, deve-se realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres estão dispensadas de exames adicionais.

Mulheres virgens podem realizar esse exame?

Segundo o Dr. Domingos, mulheres virgens também podem realizar o exame de Papanicolau, mas apenas em situações específicas e utilizando material especial. Se o exame for feito de forma correta, não há nenhum risco ou problema para a paciente, nem mesmo em relação à ruptura do hímen.

 

Fonte: Dr. Domingos Mantelli